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Manuseio de materiais e moldes requer cuidados

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Com o objetivo de aperfeiçoar os fluxos de trabalho protético frente à pandemia do Coronavírus, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) com apoio científico do Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico (ILAPEO) e do International Team for Implantology (ITI) formulou o “Manual de Biossegurança e Desinfecção de Materiais de Moldagem e Moldes para Profissionais de Prótese Dentária”. O documento tem como foco a Biossegurança e os riscos biológicos que envolvem o manejo de Cirurgiões-Dentistas, Técnicos em Prótese Dentária, pacientes e, principalmente, na relação clínica/laboratorial. O manual aponta cuidados essenciais com instrumentais e equipamentos e, sobretudo, no controle da limpeza e desinfecção dos moldes que são enviados para laboratórios. Esse processo inclui os níveis de desinfecção – alto, intermediário, baixo –, bem como as diferentes técnicas de remoção dos microorganismos patogênicos dos objetos. As orientações abrangem a prevenção à contaminação cruzada em cada uma das etapas já que Manual estabelece protocolo para manuseio de materiais e moldes Orientação Documento, lançado pelo CFO, abrange cuidados essenciais com instrumentais e equipamentos Informação O Coronavírus é muito sensível a agentes químicos. Água e sabão são altamente eficazes na falta de outro produto. O Surfic, usado em ambiente hospitalar, é um desinfetante biodegradável, pouco tóxico, fácil de manejar, não danifica os materiais e não tem odor forte. Encontra-se em lojas de materiais médicos. Outras alternativas eficazes são o álcool 70%, o hipoclorito a 1% – um pouco mais irritante, deixa odor de cloro – e o ácido peracético que também tem um pouco de odor. Como deve ser a paramentação do Cirurgião-Dentista em tempos de pandemia? A dificuldade é identificar o paciente que tem Covid-19, já que muitos são assintomáticos. A Anvisa recomenda um pacote de medidas de proteção para o profissional que vai atender ao paciente em urgência ou emergência odontológica que tenha Coronavírus, ou suspeita de estar contaminado: evitar o aerossol, usar máscara n95, avental descartável e higienização de materiais e superfícies a cada atendimento. Se o paciente não tem suspeita, a recomendação é usar óculos de proteção, máscara cirúrgica, gorro, luvas e avental, ou seja, seguir a precaução padrão. É importante entender que o uso de EPI’s protege, mas o atendimento de pessoas com Covid-19 contamina o ambiente e põe em risco todos os outros pacientes. Após atender um paciente com Covid-19 é necessário desinfetar todo o ambiente para que o próximo paciente não seja exposto. Além de permitir um intervalo mínimo de duas horas para ventilar o ambiente. os trabalhos que vêm dos laboratórios serão provados na boca do paciente e retornarão aos laboratórios. Conforme o manual, materiais e processos de moldagem convencional representam maiores riscos biológicos, o que fundamenta as técnicas de desinfecção de moldes – de acordo com as características do material de moldagem, do agente químico desinfetante e da habilidade do Cirurgião-Dentista e do Técnico em Prótese Dentária. Além disso, o documento destaca que o fluxo digital completo pode ser um aliado no controle da biossegurança. Outro fator de relevância é a comunicação entre o Cirurgião-Dentista e o Técnico em Prótese Dentária, que deve ser clara e objetiva no âmbito da Biossegurança para evitar a contaminação cruzada entre profissionais.

Para conhecer o manual completo, acesse: http:// website.cfo.org.br/wp-content/uploads/2020/05/ Manual-Desinfeccao-2.pdf

*Informações do site do CFO




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